ALGODÃO DOCE

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Depois de um ótimo dia cheio de perspectivas e imagens felizes gravadas na minha mente no meu primeiro dia oficial de trabalho no novo emprego, um momento especial encerrou o dia.

Um senhor e – provavelmente – seu neto entraram no mesmo ônibus que eu estava. O senhor, vendedor de algodão doce, carregando um tubo com um variedade de cores deles conversava com o netinho sobre a chuva e outros assuntos triviais. Não pude deixar de notar. Sabe aquelas pessoas que passam uma boa energia só pelo tom da voz? Eles eram desse tipo. A literal “doçura” daquela cena me levou diretamente para a minha infância quando eu conversava assim com meu pai nas pescarias, quando ia atrás dele nos bares e quando ficávamos na calçada de casa.

Bateu aquela nostalgia. Aquela vontade de ser criança novamente para reviver esses momentos com meu pai. Mas aquele tempo não volta mais. A gente cresce e não tem mais aquele tempo com nosso pai e nem aquela paixão por algodão doce. A gente ainda gosta, mas não faz tanta questão de escolher a cor como quando éramos pequenos. Naquela época tinha que ser o roxo. Quando éramos crianças sabíamos o que queríamos, mas crescemos e “não temos tempo” de conversar sobre coisas como o clima com nossos pais e nossos avós. Agora qualquer cor serve!

Os poucos encontros são para falar de trabalho, estudo, os problemas de saúde, os problemas financeiros, a necessidade de ser “bem sucedido”… ou tudo isso seja uma coisa só. A gente não fala mais sobre aquela chuvinha boa. Ás vezes, a gente só queria poder pedir para o pai comprar aquele algodão doce azul pra gente não pensar em mais nada. Só admirar a cor daquele pedacinho de céu e sentir a sensação maravilhosa quando ele dissolve na boca.

Chegando próximo ao meu ponto eu comprei três.algodaodoce2

_ Um é quatro e três é dez. – disse o senhor.

O garotinho se levantou.

_Qual cor você quer?

_Qualquer um. – eu disse e logo me arrependi.

_Um de cada cor. – voltei atrás.

O garotinho pegou um de cada cor e me entregou.

_Deus abençoe. – me disse o senhor.

-Amém. Deus abençoe vocês também.

Já quase em casa, na ponta da escada, encontrei a primeira sortuda que ficou com o primeiro algodão doce cor de rosa. A Mica. Abriu um sorrisão e com as mãozinhas mais fofas do mundo agarrou a nuvem rosa. No topo da escada o Artur estava como se tivesse sentido o cheiro do algodão doce. Ele ficou com o azul. E por fim, antes de entrar na minha casa, passei na porta da minha prima e deixei o terceiro algodão roxo para o Vitor. Essas crianças ficaram tão felizes.

Eu fiquei sem algodão doce, mas não tem problema, pois o importante mesmo foi como aquela conversa entre vovô e netinho e aquelas cores mexeram comigo. A gente não pode deixar de admirar as cores do algodão doce e, às vezes, algo simples pode colorir a vida das pessoas. Hoje eu senti que colori um pouco a minha, a dos três priminhos e também a daquele vô e daquele netinho que sabem a importância do algodão doce ser colorido para que as crianças falem para seus pais comprarem o azul, o roxo ou rosa.

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PENNY DREADFUL: SERIES FINALE

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Finalmente consegui assistir o series finale de Penny Dreadful e UAU que episódio final incrível! Reuniu tudo que a série foi desde o início: terror, ação, romantismo e poesia… principalmente poesia.

E que bom que a série terminou sem se desgastar. O arco da personagem Vanessa Ives, interpretada brilhantemente por Eva Green, teve início, meio e fim. E que fim…

Os produtores, infelizmente, deixaram alguns personagens de lado, mas acertaram em aprofundar outros dois: Brona/Lily (Billy Piper) que trouxe todo o feminismo com sua rebelião de prostitutas, e o Monstro (Rory Kinnear) concentrando toda angústia de alguém que não consegue se encontrar na incansável busca de si mesmo.

Confesso que esperava um pouco mais do Drácula. Todo o clima que foi criado até a apresentação dele foi mais bem elaborado do que o personagem em si. Ele é o principal vilão da temporada, mas nem de longe o melhor da série.

A série chegou ao fim com tantas possibilidades que cada personagem poderia facilmente ter seu próprio spin-off… mas, melhor não!

Penny Dreadful reuniu alguns dos personagens mais icônicos do terror como, Frankenstein, Conde Drácula e Dorian Gray. Uma mistura ambientada na gótica Londres, em plena Era Vitoriana, e que deu muito certo! Sentirei saudade de toda neblina e poesia de Penny Dreadful.

Fiquem com a linda abertura do último episódio:

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7 motivos peculiares para assistir ‘O Lar das Crianças Peculiares’

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No próximo dia 29 de setembro estreia “O Lar das Crianças Peculiares”, adaptação do primeiro livro homônimo de Ransom Riggs, O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares, lançado em 2012 pela editora LeYa.

Confesso que estou muito ansioso para conferir como a obra de Riggs será transmitida nas telas de cinema. Terminei o livro recentemente e gostei bastante. Listei alguns dos motivos (sem spoliers, além do que os trailers já mostram) que tornam o filme tão hypado.

1 – Fantasia

O gênero fantasia é um dos meus preferidos quando o assunto é livro/filme! Adoro o poder desse gênero de nos levar aos lugares mais incríveis e inimagináveis. Em O Lar das Crianças Peculiares nós somos transportados, por meio de uma fenda no tempo, dos dias atuais para um determinado dia na Segunda Guerra Mundial. O que nos leva ao motivo número 2.

2  – Segunda Guerra Mundial

Outra paixão quando o assunto é literatura e sétima arte. A Segunda Guerra Mundial é sem dúvida um dos períodos mais sombrios da história da humanidade e seu impacto reflete até hoje em muitos aspectos da nossa vida, inclusive nos cinemas. São inúmeros livros, filmes, programas de TV, séries e até músicas que abordam esse tema.

3 – Tim Burton

Quando se fala em fantasia no cinema, Tim Burton é um dos primeiros nomes que vem à mente. O próprio chegou a dizer: “Tem certeza que não fui eu quem escreveu esse livro?” Ele consegue mergulhar em diversos mundos com um olhar bem… hum… peculiar. O diretor é um ícone do mundo fantástico e coleciona obras incríveis como O Estranho Mundo de Jack, Edward Mãos de Tesoura e Alice no País das Maravilhas.

4 – Feminismo

Uma coisa bem bacana na obra de Riggs é que apenas mulheres podem criar as fendas do tempo que protegem as crianças peculiares. É o poder mais importante e é exclusivo das mulheres.

5- Eva Green

A escolhida para viver a Sra. Peregrine não poderia ser outra! Só pelos trailers dá pra perceber como Eva Green encarnou a personagem. Eva é uma atriz excepcional. Quem conhece o trabalho dela sabe do que eu estou falando. Quem não conhece, já começa a assistir a série Penny Dreadful que vocês irão entender.

6 – Trilha sonora

Só tem música linda com o toque épico que a fantasia exige. Só pra citar as duas principais: Temos a maravilhosa Florence + The Machine com a música de encerramento Wish That You Were Here e DíSA com a música principal New World Coming.

7 – Enredo

É uma estória sobre os diferentes. Sobre os excluídos. Não é de terror como muitos imaginam por conta das ilustrações no livro. É sobre crianças que sofreram com o horror da guerra e que juntas procuram seu lugar no mundo.

Quem já leu o livro percebeu algumas diferenças gritantes nos trailers e isso, claro, nos deixa chateados. Mas, vamos torcer para que as mudanças sejam aditivos para adaptar melhor a obra no cinema.

O Lar das Crianças Peculiares estreia dia 29 de setembro.

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NOVO ‘BRUXA DE BLAIR’ RETORNA às ORIGENS

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Novo filme da lenda agrada a nova geração sem deixar a essência que o consagrou no fim dos anos 90

Lançado no Brasil em outubro de 1999, “A Bruxa de Blair” foi ‘vendido’ como um pseudodocumentário REAL feito por três estudantes de cinema que viajaram até Burkittsville para investigar a lenda da bruxa. As gravações em primeira pessoa viriam a se tornar a maior referência de found footage da história do cinema sendo um dos 100 filmes americanos de maior faturamento de todos os tempos.

Nunca me esqueço da primeira vez que assisti, no SBT, o filme “A Bruxa de Blair”. Eu tinha 13 anos e estava sozinho, porque meu irmão sempre teve medo de filmes de terror, e me arrepiei logo no início quando o narrador dizia: “Em outubro de 1994, três estudantes de cinema desapareceram na floresta de Burkittsville enquanto rodavam um documentário. Um ano depois seus filmes foram encontrados”.

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A qualidade ruim das gravações dava o tom caseiro e realista à produção.  Era um modelo inovador que incomodou muita gente acostumada aos blockbusters bem produzidos. Em “A Bruxa de Blair” não tínhamos enquadramentos constantes e perfeitos. Iluminação muito menos. Os cortes também eram abruptos e, por vezes, demorávamos um pouco para entender o que estava acontecendo. Mas era tudo isso, que incomodava muita gente, que tornava o filme tão assustador.

A cena final do primeiro filme nunca saiu da minha cabeça. A protagonista entrando em uma casa abandonada no meio da floresta com símbolos rúnicos e marcas de mãos de crianças nas paredes era tensa e assustadora. Quando Heather desce as escadas do porão, sua câmera mostra um vislumbre de Mike de frente para o canto até que algo a derruba e sua câmera cai no chão quando a filmagem termina. MEDO define meu estado ao fim do filme. O que aconteceu? Por que Mike estava no canto? O quê atingiu Heather?

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16 anos depois é hora de voltar à floresta da Bruxa de Blair

16 anos se passaram desde que estivemos em Black Hills pela última vez quando “A Bruxa de Blair2: O Livro das Sombras” estreou nos cinemas. Nas mãos de novos produtores, o filme não repetiu o sucesso do anterior e pecou ao não saber usar a tecnologia da época a seu favor. Felizmente o mesmo não acontece com a sequência que está em cartaz nos cinemas.

Fui apreensivo conferir o novo filme. Sabemos o quanto é difícil transportar um clássico para os dias atuais sem perder sua essência e agradar novatos e saudosistas, por isso, considero o novo “Bruxa de Blair” um exemplo de como isso pode ser bem feito.

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Claro que ele não atinge com a mesma força agora que sabemos que a bruxa é uma lenda urbana fabricada, mas sua fórmula original está lá e funciona muito bem.

Diminuindo a estética amadora do original, as imagens agora são em HD e não poderia ser diferente. Enquanto o primeiro custou US$ 60 mil, este precisou de aproximadamente US$ 5 milhões para ser produzido.

Com doses de nostalgia para alegria dos saudosistas (incluindo eu mesmo, David Mello Carvalho) o novo longa mostra a busca de James (James Allen McCune) pela irmã desaparecida, Heather, a protagonista do primeiro filme. Agora munidos de aparelhos GPS, celulares e até um drone, a nova ‘equipe de busca’ vai aprender que a tecnologia pode ser inútil em algumas situações.

“É Bruxa de Blair na potência máxima, bem assustadora e o último ato é insano. O filme prende sua atenção, sabe? Estou muito feliz por ter feito parte [da franquia], e o novo filme evolui o gênero de filmagens encontradas, o levando além, o que é muito legal”.  Eduardo Sanchez, diretor de A Bruxa de Blair (1999)

Porém, o mais interessante do terceiro filme é que ele eleva o sobrenatural. A casa é mais explorada, a violência é maior e até o confuso final do primeiro é sutilmente explorado.

Não vá esperando que o filme explique muitas coisas, pois esse é um dos seus pontos fortes desde o início. Os sustos sem propósito e as câmeras balançando podem irritar, mas sem dúvidas, o roteirista Simon Barret e o diretor Adam Wingard conseguiram trazer de volta o terror do found footage e o medo da Bruxa de Blair.

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O INCRÍVEL ‘THE GREATEST’ DA SIA

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Assista (de novo) o clipe “The Greatest” da Sia!

Se você pensava que a dupla Sia + Maddie Ziegler já tinha dado o que tinha que dar, você precisa ver o novo clipe delas. The Greatest é o nome do novo single da cantora australiana e introduz o próximo álbum de inéditas da sua carreira: We Are Your Children.

Antes de falar sobre a obra prima que é esse clipe, vamos entender um pouco a história por trás do nome do álbum:

We Are Your Children (Nós Somos Suas Crianças) foi uma resposta da comunidade LGBTQs dos Estados Unidos contra uma campanha chamada Save Our Children (Salve Nossas Crianças) da cantora Anita Brynt que pretendia revogar uma lei que proibia a discriminação baseada na orientação sexual.  Os discursos de ódio de Anita podem ser considerados o início do ativismo de ódio antigay. Sua campanha foi bem-sucedida e a lei anti discriminação não foi aprovada com uma rejeição de mais de 70%.

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The Greatest

The Greatest é uma homenagem às vítimas do massacre que culminou com a morte de 49 pessoas na boate ‘Pulse‘, em Orlando. O abstrato, que já é característico dos registros visuais da cantora, está em todas as partes nesse clipe. Assista e depois continue a leitura:

Crianças estão caídas e amontoadas nos corredores fazendo alusão ao resultado da tragédia. Todas estão com roupas e rostos pintados de cinza. Maddie, a única sem o rosto marcado, aparece chorando arco-íris. Ela está presa em algum lugar e em seu desespero não pode ser ouvida. As crianças continuam inertes. Até que a música começa. E você reparou que a música começa após um minuto de silêncio?! Seria esse o minuto de silêncio em respeito aos mortos?!

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A bailarina preferida da Sia (e a nossa também) consegue resgatar um pouco de energia que existe nas crianças, enquanto Sia canta “Estou ficando sem fôlego, mas tenho vigor”. Durante todo o clipe, Maddie tenta salvar as 49 crianças gritando junto com a Sia: “Não desista! Eu não vou desistir!”.

Apesar das tentativas, ao fim do vídeo, as crianças caem novamente revelando uma parede com marcas de bala. Os globos de luz continuam a girar, mas o silêncio se faz presente novamente, e mais uma vez, por mais de um minuto. Maddie ainda chora e a parede atrás dela foi tingida de vermelho.

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“Quando as Luzes se Apagam”

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Acabei de assistir “Quando as Luzes se Apagam” e o filme é recomendadíssimo.

Partindo de uma premissa que envolve o nosso medo mais comum: o medo do escuro, o longa de terror produzido pelo mesmo criador do curta que viralizou na internet consegue apresentar uma estória triste e assustadora para o espírito que só se manifesta no escuro. Logo no início tem um presente para quem já era fã do curta.

O ser que aterroriza os protagonistas ganha um forma ainda mais assustadora nas mãos do papa do terror, James Wan. Aliás, lembra bastante a assombração de “Mama”. Logo, dá medo! Muito medo!

O backstory da criatura é simples e entregue mastigado para o telespectador. Ainda assim, faz todo o sentido.

Para quem é fã do gênero, “Quando as Luzes Se Apagam” não decepciona. Não é um filme de sustos. É um filme de medo. A ideia do longa é simplória e desenvolvimento não chega a ser primoroso, mas suficiente para deixar a gente com muito ‘medinho’ de apagar a luz.

Confira o trailer:

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amenteassombrada Livro: A Mente Assombrada                      Autor: Oliver Sacks

O vulto que você viu, a voz que só você ouviu, o cheiro que só você sentiu…

Já pensou ter visto algo que não estava realmente lá? Já ouviu vozes e ruídos que ninguém ao seu redor ouviu? Quem nunca?! Em “A Mente Assombrada” o neurologista Oliver Sacks explica como as alucinações são parte essencial da consciência humana e não um sintoma de psicose como a maioria das pessoas acredita.

De uma forma extremamente didática, o cientista combina erudição médica com relatos pessoais para explorar os campos mais obscuros e solitários da mente humana.

Impossível não se identificar com alguns dos relatos que vão desde alucinações auditivas às visuais, causadas por enxaquecas, doenças ou drogas.

Esse livro assusta porque nos faz entender o quanto uma alucinação pode ser “real”.

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Feliz Dia do Amigo! Mas seja amigo de verdade, ou deixe ir!

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Impossível não deixar de refletir neste Dia do Amigo. Nos últimos anos me desfiz de “amizades tóxicas”. Soltei a mão de quem me segurava com força, porque descobri que essa força estava me empurrando para baixo. Desapeguei mesmo! Dei adeus a pessoas que, talvez por conta da inocência da juventude, achava que nunca estariam fora da minha vida.

Me orgulho do amigo que eu fui para essas pessoas e que um dia também acreditei serem minhas amigas. Talvez elas também tenham sido… mas não são mais!

É triste soltar as mãos de pessoas com quem compartilhamos tanto. Pessoas que muitas vezes viram nossos sorrisos mais largos, nossas lágrimas mais contidas, nossos segredos mais profundos. Mas é fácil deixar ir quando já não te faz bem.

Seja grato pelas amizades que já passaram. Não acredite naquela estória de que se acabou é porque não era de verdade. Era sim! Talvez não seja mais. Talvez nunca foi mesmo. Mas pode ter sido sim. Se foi de verdade, já valeu a pena!

Seja amigo! Não deixe que as decepções façam você perder a fé nas pessoas. Você continuará se decepcionando. Muitas pessoas entrarão e sairão da sua vida. E TUDO BEM! Tudo bem porque a vida é assim! É de idas e vindas! E de olá, de até logo e de adeus… e, raras vezes, é também de para sempre!

Seja amigo! Não há garantias, mas enquanto for amigo, seja de verdade! Não seja metade. Não duvide da sua amizade. Não espere que um dia essa pessoa te passe para trás, pois isso não é ser amigo. Ser amigo é confiar, ter fé, defender, acreditar, torcer, sonhar junto, chorar junto, amar. Ser amigo é ser família de alma e de corpo inteiro. É dividir seu mundinho com quem te entende ou com quem não te entende também, mas que está ali do seu lado mesmo assim.

Minha mãe sempre diz: você não pode viver sem ninguém, mas sem duzentas ou trezentas pessoas você pode sim! (haha, melhor mãe 😄 ) Por isso, não se prenda a quem não é amigo, não force um sorriso nas fotos ao lado dessas pessoas só para fingir que têm amigos. Aliás, não tire essas fotos! Não chame de amigo alguém que você sabe que não é! Não desperdice o seu tempo com quem seja menos do que verdadeiro. Não dê o seu melhor para quem só está com você por falta de opção.

Seja amigo de si mesmo antes de ser dos outros! Feliz Dia do Amigo para quem tem a sorte de ter nem que seja só um, pois já diz a canção: pra gente ser feliz tem que cultivar as nossas amizades… os AMIGOS DE VERDADE! 

…os que não são, a gente precisa deixar ir!

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“Procurando Dory” e a capacidade da Pixar em falar sobre as diferenças

 

“Oi. Meu nome é Dory e eu sofro de perda de memória recente.”

Com essa frase a animação já começa nos fazendo refletir sobre o problema da carismática protagonista, mas ao longo do filme conhecemos outros personagens com problemas sérios, como Bailey, a baleia-branca que tem problemas com autoestima, Beca, uma ave fora do padrão de todas as outras da sua espécie, Hank, um polvo que sofre de estresse pós-traumático após perder um tentáculo e Geraldo, um leão marinho que provavelmente possui alguma deficiência cognitiva.

Lembra que em “Procurando Nemo” nós vimos como um peixe com uma deficiência na barbatana conseguiu atravessar o oceano?! Mesmo com todas as dificuldades, ele não aceitou as limitações que o fizeram acreditar que tinha. E é sobre essas limitações que a Pixar quis tratar mais uma vez.  De forma sútil, engraçada e emocionante, “Procurando Dory” é aquela animação que te faz sair do cinema mais leve, com a sensação de que aprendeu um pouquinho mais sobre como lidar com as diferenças. ❤

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