Bates Motel: O ÚLTIMO CHECK IN

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Adaptação do clássico de Hitchcock encerra sua jornada mostrando originalidade sem desrespeitar a obra original

Bates Motel chegou ao fim depois de cinco temporadas com doses de nostalgia e recheada de insanidade. A série explorou, e muito bem, a estranha e complexa relação entre Norman Bates e sua mãe.

Desde o início Bates Motel deixou claro que não queria fazer uma cópia. Até porque quem se atreveria, não é mesmo?! Imagina o desafio de trazer para atualidade uma estória de 1960 sem copiar e, ao mesmo tempo, sem perder a sua identidade?!  Bates Motel conseguiu sim e de forma primorosa.

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O prelúdio de Psicose nos deixou desconfortáveis ao evidenciar uma ligação bizarra entre mãe e filho que, por mais estranha que fosse, era baseada no amor. Ao menos para mim, as cenas finais que mostram o encontro de Norman (Freddie Highmore) com Norma (Vera Farmiga) refletem isso muito bem.

Falando em amor, não há como não se emocionar com o esforço que Dylan (Max Thieriot) faz para salvar seu irmão. Dylan sempre esteve à parte da relação doentia entre sua família, mas como um filho que não aceita a rejeição, ele foi o único que realmente enxergou além e continuou tentando salvá-los. E de certa forma ele conseguiu. Dylan “libertou Norman” em uma cena espetacular que reuniu a trágica família Bates e culminou no “obrigado” mais sincero e emocionante de toda a série.

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Bates Motel é tão fodona que conseguiu transformar uma das cenas mais icônicas da história do cinema e ainda manter a sua essência.

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Rihanna atuando muito bem no papel de Marion Crane. Print do meu stories no intagram @davisdca

Aliás, o que dizer das cenas finais com os jogos de reflexos tornando ainda mais real – e visível – a doença do personagem?!  Palmas, Freddie Highmore. Se em algum momento ele esteve à sombra de Anthony Perkins, certamente saiu e deixou a sua própria marca com muitas e muitas camadas.

Com cinco temporadas bem equilibradas e atuações IMPECÁVEIS da dupla Vera Farmiga e Freddie Highmore, Bates Motel chegou ao fim como uma verdadeira e digna homenagem à obra de Alfred Hitchcock.

Obrigado pela estadia Norman. Chegou a hora de fazer check out!

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13 Reasons Why

 

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Série adolescente com tamanho de gente grande

Foi só depois de ver 80% dos meus amigos comentando sobre a nova série original da Netflix que eu dei meu braço a torcer. Decidi dar uma pausa nas minhas outras inúmeras séries atrasadas para ver o que está causando essa comoção no Facebook.

Antes de começar, porém, eu já tinha ouvido e viciado na música tema da série: Only You (música que ouço enquanto escrevo este post) da Selena Gomez. A cantora é também, junto com sua mãe, uma das produtoras de 13 Reasons Why que conta ainda com Tom McCarthy (Spotlight) e Kristel Laiblin (Filhos da Esperança).

Mas antes de falar o quanto me senti afetado pela série, vamos contextualizar um pouco mais. 13 Reasons Why é uma adaptação do livro de Jay Asher publicado em 2007. Eu nunca tinha ouvido falar do livro, mas descobri recentemente que alguns amigos leram e a maioria achou a narrativa meio cansativa. Imagina só: se na série a gente já fica louco porque o Clay demora uma vida para ouvir todas as fitas, imagina no livro?! Haha

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A trama acompanha Clay Jensen (Dylan Minnette), adolescente gótico suave que recebe uma caixa com sete fitas de áudio gravadas por Hannah Baker (Katherine Langford), sua antiga paixão de escola que cometeu suicídio duas semanas antes. Isso não é spoiler, gente. É a sinopse mesmo. Os spoilers começam a partir de agora 😉

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O episódio piloto, ou melhor, a fita 1 – lado A (se você não quiser ser chamado de poser) já começa com a narração da personagem central: “Vou contar a história da minha vida”. Mais tarde descobrimos que ela estava falando especificamente, por que sua vida terminou.

Já no primeiro episódio fui desconstruindo meu pré-conceito. Eu, quase um senhor de 27 anos, achava que por ter um elenco majoritariamente adolescente, seria uma série para esse público. Felizmente, estava enganado. Como os próprios produtores afirmaram: 13 Reasons Why é uma série para todos, mas principalmente para adultos. As fitas gravadas por Hannah tratam de assuntos sérios que estão na vida de todos nós. Entre os mais polêmicos: suicídio, machismo, depressão, homofobia, estupro e bullying.

Não é preciso se esforçar muito para se reconhecer em um dos personagens. Eu mesmo me vi um pouco na Hannah, no Clay, no Alex (Miles Heizer ), no Tony (Christian Navarro), na Courtney (Michele Selene Ang), e até mesmo no Ryan (Tommy Dorfman).  E você também vai! Seja qual for a sua idade. Você também já passou por algumas daquelas situações. Ou você era a vítima ou o agressor ou estava apenas assistindo. E é por isso que 13 Reasons Why é tão importante: fala de problemas atuais na vida de todos nós.

A série tem causado um alvoroço na mídia sobre ser um possível incentivo para que adolescentes com tendências suicidadas se matem. Eu não sou psicólogo, por isso falo aqui apenas como expectador.

Para mim, a série já cumpre seu papel ao colocar em pauta o diálogo entre pais e filhos sobre assuntos sensíveis. O suicídio é a segunda maior causa de morte dos jovens há anos. Você sabia disso?! Eu não sabia, mas a série trouxe o assunto à tona. Nunca antes no Brasil se falou tanto sobre o tema. A série fez o número de ligações do Centro de Valorização da Vida (CVV) aumentarem em mais de 400%. 13 Reasons Why é muito bem vinda porque expõe a dor de quem é excluído e violentado. A série mostra que, até mesmo quando a gente não faz nada, estamos contribuindo com a depressão de alguém.

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Kate Wash está incrível no papel de Olivia Baker, a mãe de Hannah. Ela aparece tão devastada que eu levei alguns minutos para reconhecer que aquela era a mesma mulher que fez a fabulosa Addison Montgomery de Grey’s Anatomy

Ter que lidar com a exclusão, principalmente na fase da vida que você mais deseja ser aceito, é extremamente doloroso, mas cada um lida com a dor de uma forma diferente e nem todo mundo consegue encontrar um refúgio, mesmo que dentro de si mesmo. Infelizmente, Hannah não encontrou!

Dois momentos me marcaram profundamente no último episódio e sintetizam bem as mensagens principais da série:

O último diálogo entre Clay e o Conselheiro da escola:

“Precisa melhorar… o modo como nos tratamos e cuidamos um do outro. Precisa melhorar de algum jeito.” – Clay

E a triste, polêmica e necessária cena da banheira.

Eu simplesmente chorava em posição fetal. E não era um choro contido não, minha gente. Era aquele choro desesperado de escorrer o nariz. Quando os pais dela aparecem então…

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Os vizinhos não foram lá perguntar se eu estava bem, mas eu estava aos pedaços e eu queria impedir a Hannah de fazer aquilo. Queria dizer para ela que ia ficar tudo bem. A cena da banheira foi necessária para mostrar que não existe romance no suicídio. Apenas dor e sofrimento. Ver uma vida chegar ao fim, e a destruição que isso causa aos seus pais, nos faz refletir que não importa quantos porquês você tenha, desistir e dar fim a sua própria vida nunca é uma saída!

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ALGODÃO DOCE

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Depois de um ótimo dia cheio de perspectivas e imagens felizes gravadas na minha mente no meu primeiro dia oficial de trabalho no novo emprego, um momento especial encerrou o dia.

Um senhor e – provavelmente – seu neto entraram no mesmo ônibus que eu estava. O senhor, vendedor de algodão doce, carregando um tubo com um variedade de cores deles conversava com o netinho sobre a chuva e outros assuntos triviais. Não pude deixar de notar. Sabe aquelas pessoas que passam uma boa energia só pelo tom da voz? Eles eram desse tipo. A literal “doçura” daquela cena me levou diretamente para a minha infância quando eu conversava assim com meu pai nas pescarias, quando ia atrás dele nos bares e quando ficávamos na calçada de casa.

Bateu aquela nostalgia. Aquela vontade de ser criança novamente para reviver esses momentos com meu pai. Mas aquele tempo não volta mais. A gente cresce e não tem mais aquele tempo com nosso pai e nem aquela paixão por algodão doce. A gente ainda gosta, mas não faz tanta questão de escolher a cor como quando éramos pequenos. Naquela época tinha que ser o roxo. Quando éramos crianças sabíamos o que queríamos, mas crescemos e “não temos tempo” de conversar sobre coisas como o clima com nossos pais e nossos avós. Agora qualquer cor serve!

Os poucos encontros são para falar de trabalho, estudo, os problemas de saúde, os problemas financeiros, a necessidade de ser “bem sucedido”… ou tudo isso seja uma coisa só. A gente não fala mais sobre aquela chuvinha boa. Ás vezes, a gente só queria poder pedir para o pai comprar aquele algodão doce azul pra gente não pensar em mais nada. Só admirar a cor daquele pedacinho de céu e sentir a sensação maravilhosa quando ele dissolve na boca.

Chegando próximo ao meu ponto eu comprei três.algodaodoce2

_ Um é quatro e três é dez. – disse o senhor.

O garotinho se levantou.

_Qual cor você quer?

_Qualquer um. – eu disse e logo me arrependi.

_Um de cada cor. – voltei atrás.

O garotinho pegou um de cada cor e me entregou.

_Deus abençoe. – me disse o senhor.

-Amém. Deus abençoe vocês também.

Já quase em casa, na ponta da escada, encontrei a primeira sortuda que ficou com o primeiro algodão doce cor de rosa. A Mica. Abriu um sorrisão e com as mãozinhas mais fofas do mundo agarrou a nuvem rosa. No topo da escada o Artur estava como se tivesse sentido o cheiro do algodão doce. Ele ficou com o azul. E por fim, antes de entrar na minha casa, passei na porta da minha prima e deixei o terceiro algodão roxo para o Vitor. Essas crianças ficaram tão felizes.

Eu fiquei sem algodão doce, mas não tem problema, pois o importante mesmo foi como aquela conversa entre vovô e netinho e aquelas cores mexeram comigo. A gente não pode deixar de admirar as cores do algodão doce e, às vezes, algo simples pode colorir a vida das pessoas. Hoje eu senti que colori um pouco a minha, a dos três priminhos e também a daquele vô e daquele netinho que sabem a importância do algodão doce ser colorido para que as crianças falem para seus pais comprarem o azul, o roxo ou rosa.

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PENNY DREADFUL: SERIES FINALE

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Finalmente consegui assistir o series finale de Penny Dreadful e UAU que episódio final incrível! Reuniu tudo que a série foi desde o início: terror, ação, romantismo e poesia… principalmente poesia.

E que bom que a série terminou sem se desgastar. O arco da personagem Vanessa Ives, interpretada brilhantemente por Eva Green, teve início, meio e fim. E que fim…

Os produtores, infelizmente, deixaram alguns personagens de lado, mas acertaram em aprofundar outros dois: Brona/Lily (Billy Piper) que trouxe todo o feminismo com sua rebelião de prostitutas, e o Monstro (Rory Kinnear) concentrando toda angústia de alguém que não consegue se encontrar na incansável busca de si mesmo.

Confesso que esperava um pouco mais do Drácula. Todo o clima que foi criado até a apresentação dele foi mais bem elaborado do que o personagem em si. Ele é o principal vilão da temporada, mas nem de longe o melhor da série.

A série chegou ao fim com tantas possibilidades que cada personagem poderia facilmente ter seu próprio spin-off… mas, melhor não!

Penny Dreadful reuniu alguns dos personagens mais icônicos do terror como, Frankenstein, Conde Drácula e Dorian Gray. Uma mistura ambientada na gótica Londres, em plena Era Vitoriana, e que deu muito certo! Sentirei saudade de toda neblina e poesia de Penny Dreadful.

Fiquem com a linda abertura do último episódio:

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7 motivos peculiares para assistir ‘O Lar das Crianças Peculiares’

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No próximo dia 29 de setembro estreia “O Lar das Crianças Peculiares”, adaptação do primeiro livro homônimo de Ransom Riggs, O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares, lançado em 2012 pela editora LeYa.

Confesso que estou muito ansioso para conferir como a obra de Riggs será transmitida nas telas de cinema. Terminei o livro recentemente e gostei bastante. Listei alguns dos motivos (sem spoliers, além do que os trailers já mostram) que tornam o filme tão hypado.

1 – Fantasia

O gênero fantasia é um dos meus preferidos quando o assunto é livro/filme! Adoro o poder desse gênero de nos levar aos lugares mais incríveis e inimagináveis. Em O Lar das Crianças Peculiares nós somos transportados, por meio de uma fenda no tempo, dos dias atuais para um determinado dia na Segunda Guerra Mundial. O que nos leva ao motivo número 2.

2  – Segunda Guerra Mundial

Outra paixão quando o assunto é literatura e sétima arte. A Segunda Guerra Mundial é sem dúvida um dos períodos mais sombrios da história da humanidade e seu impacto reflete até hoje em muitos aspectos da nossa vida, inclusive nos cinemas. São inúmeros livros, filmes, programas de TV, séries e até músicas que abordam esse tema.

3 – Tim Burton

Quando se fala em fantasia no cinema, Tim Burton é um dos primeiros nomes que vem à mente. O próprio chegou a dizer: “Tem certeza que não fui eu quem escreveu esse livro?” Ele consegue mergulhar em diversos mundos com um olhar bem… hum… peculiar. O diretor é um ícone do mundo fantástico e coleciona obras incríveis como O Estranho Mundo de Jack, Edward Mãos de Tesoura e Alice no País das Maravilhas.

4 – Feminismo

Uma coisa bem bacana na obra de Riggs é que apenas mulheres podem criar as fendas do tempo que protegem as crianças peculiares. É o poder mais importante e é exclusivo das mulheres.

5- Eva Green

A escolhida para viver a Sra. Peregrine não poderia ser outra! Só pelos trailers dá pra perceber como Eva Green encarnou a personagem. Eva é uma atriz excepcional. Quem conhece o trabalho dela sabe do que eu estou falando. Quem não conhece, já começa a assistir a série Penny Dreadful que vocês irão entender.

6 – Trilha sonora

Só tem música linda com o toque épico que a fantasia exige. Só pra citar as duas principais: Temos a maravilhosa Florence + The Machine com a música de encerramento Wish That You Were Here e DíSA com a música principal New World Coming.

7 – Enredo

É uma estória sobre os diferentes. Sobre os excluídos. Não é de terror como muitos imaginam por conta das ilustrações no livro. É sobre crianças que sofreram com o horror da guerra e que juntas procuram seu lugar no mundo.

Quem já leu o livro percebeu algumas diferenças gritantes nos trailers e isso, claro, nos deixa chateados. Mas, vamos torcer para que as mudanças sejam aditivos para adaptar melhor a obra no cinema.

O Lar das Crianças Peculiares estreia dia 29 de setembro.

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NOVO ‘BRUXA DE BLAIR’ RETORNA às ORIGENS

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Novo filme da lenda agrada a nova geração sem deixar a essência que o consagrou no fim dos anos 90

Lançado no Brasil em outubro de 1999, “A Bruxa de Blair” foi ‘vendido’ como um pseudodocumentário REAL feito por três estudantes de cinema que viajaram até Burkittsville para investigar a lenda da bruxa. As gravações em primeira pessoa viriam a se tornar a maior referência de found footage da história do cinema sendo um dos 100 filmes americanos de maior faturamento de todos os tempos.

Nunca me esqueço da primeira vez que assisti, no SBT, o filme “A Bruxa de Blair”. Eu tinha 13 anos e estava sozinho, porque meu irmão sempre teve medo de filmes de terror, e me arrepiei logo no início quando o narrador dizia: “Em outubro de 1994, três estudantes de cinema desapareceram na floresta de Burkittsville enquanto rodavam um documentário. Um ano depois seus filmes foram encontrados”.

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A qualidade ruim das gravações dava o tom caseiro e realista à produção.  Era um modelo inovador que incomodou muita gente acostumada aos blockbusters bem produzidos. Em “A Bruxa de Blair” não tínhamos enquadramentos constantes e perfeitos. Iluminação muito menos. Os cortes também eram abruptos e, por vezes, demorávamos um pouco para entender o que estava acontecendo. Mas era tudo isso, que incomodava muita gente, que tornava o filme tão assustador.

A cena final do primeiro filme nunca saiu da minha cabeça. A protagonista entrando em uma casa abandonada no meio da floresta com símbolos rúnicos e marcas de mãos de crianças nas paredes era tensa e assustadora. Quando Heather desce as escadas do porão, sua câmera mostra um vislumbre de Mike de frente para o canto até que algo a derruba e sua câmera cai no chão quando a filmagem termina. MEDO define meu estado ao fim do filme. O que aconteceu? Por que Mike estava no canto? O quê atingiu Heather?

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16 anos depois é hora de voltar à floresta da Bruxa de Blair

16 anos se passaram desde que estivemos em Black Hills pela última vez quando “A Bruxa de Blair2: O Livro das Sombras” estreou nos cinemas. Nas mãos de novos produtores, o filme não repetiu o sucesso do anterior e pecou ao não saber usar a tecnologia da época a seu favor. Felizmente o mesmo não acontece com a sequência que está em cartaz nos cinemas.

Fui apreensivo conferir o novo filme. Sabemos o quanto é difícil transportar um clássico para os dias atuais sem perder sua essência e agradar novatos e saudosistas, por isso, considero o novo “Bruxa de Blair” um exemplo de como isso pode ser bem feito.

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Claro que ele não atinge com a mesma força agora que sabemos que a bruxa é uma lenda urbana fabricada, mas sua fórmula original está lá e funciona muito bem.

Diminuindo a estética amadora do original, as imagens agora são em HD e não poderia ser diferente. Enquanto o primeiro custou US$ 60 mil, este precisou de aproximadamente US$ 5 milhões para ser produzido.

Com doses de nostalgia para alegria dos saudosistas (incluindo eu mesmo, David Mello Carvalho) o novo longa mostra a busca de James (James Allen McCune) pela irmã desaparecida, Heather, a protagonista do primeiro filme. Agora munidos de aparelhos GPS, celulares e até um drone, a nova ‘equipe de busca’ vai aprender que a tecnologia pode ser inútil em algumas situações.

“É Bruxa de Blair na potência máxima, bem assustadora e o último ato é insano. O filme prende sua atenção, sabe? Estou muito feliz por ter feito parte [da franquia], e o novo filme evolui o gênero de filmagens encontradas, o levando além, o que é muito legal”.  Eduardo Sanchez, diretor de A Bruxa de Blair (1999)

Porém, o mais interessante do terceiro filme é que ele eleva o sobrenatural. A casa é mais explorada, a violência é maior e até o confuso final do primeiro é sutilmente explorado.

Não vá esperando que o filme explique muitas coisas, pois esse é um dos seus pontos fortes desde o início. Os sustos sem propósito e as câmeras balançando podem irritar, mas sem dúvidas, o roteirista Simon Barret e o diretor Adam Wingard conseguiram trazer de volta o terror do found footage e o medo da Bruxa de Blair.

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O INCRÍVEL ‘THE GREATEST’ DA SIA

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Assista (de novo) o clipe “The Greatest” da Sia!

Se você pensava que a dupla Sia + Maddie Ziegler já tinha dado o que tinha que dar, você precisa ver o novo clipe delas. The Greatest é o nome do novo single da cantora australiana e introduz o próximo álbum de inéditas da sua carreira: We Are Your Children.

Antes de falar sobre a obra prima que é esse clipe, vamos entender um pouco a história por trás do nome do álbum:

We Are Your Children (Nós Somos Suas Crianças) foi uma resposta da comunidade LGBTQs dos Estados Unidos contra uma campanha chamada Save Our Children (Salve Nossas Crianças) da cantora Anita Brynt que pretendia revogar uma lei que proibia a discriminação baseada na orientação sexual.  Os discursos de ódio de Anita podem ser considerados o início do ativismo de ódio antigay. Sua campanha foi bem-sucedida e a lei anti discriminação não foi aprovada com uma rejeição de mais de 70%.

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The Greatest

The Greatest é uma homenagem às vítimas do massacre que culminou com a morte de 49 pessoas na boate ‘Pulse‘, em Orlando. O abstrato, que já é característico dos registros visuais da cantora, está em todas as partes nesse clipe. Assista e depois continue a leitura:

Crianças estão caídas e amontoadas nos corredores fazendo alusão ao resultado da tragédia. Todas estão com roupas e rostos pintados de cinza. Maddie, a única sem o rosto marcado, aparece chorando arco-íris. Ela está presa em algum lugar e em seu desespero não pode ser ouvida. As crianças continuam inertes. Até que a música começa. E você reparou que a música começa após um minuto de silêncio?! Seria esse o minuto de silêncio em respeito aos mortos?!

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A bailarina preferida da Sia (e a nossa também) consegue resgatar um pouco de energia que existe nas crianças, enquanto Sia canta “Estou ficando sem fôlego, mas tenho vigor”. Durante todo o clipe, Maddie tenta salvar as 49 crianças gritando junto com a Sia: “Não desista! Eu não vou desistir!”.

Apesar das tentativas, ao fim do vídeo, as crianças caem novamente revelando uma parede com marcas de bala. Os globos de luz continuam a girar, mas o silêncio se faz presente novamente, e mais uma vez, por mais de um minuto. Maddie ainda chora e a parede atrás dela foi tingida de vermelho.

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“Quando as Luzes se Apagam”

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Acabei de assistir “Quando as Luzes se Apagam” e o filme é recomendadíssimo.

Partindo de uma premissa que envolve o nosso medo mais comum: o medo do escuro, o longa de terror produzido pelo mesmo criador do curta que viralizou na internet consegue apresentar uma estória triste e assustadora para o espírito que só se manifesta no escuro. Logo no início tem um presente para quem já era fã do curta.

O ser que aterroriza os protagonistas ganha um forma ainda mais assustadora nas mãos do papa do terror, James Wan. Aliás, lembra bastante a assombração de “Mama”. Logo, dá medo! Muito medo!

O backstory da criatura é simples e entregue mastigado para o telespectador. Ainda assim, faz todo o sentido.

Para quem é fã do gênero, “Quando as Luzes Se Apagam” não decepciona. Não é um filme de sustos. É um filme de medo. A ideia do longa é simplória e desenvolvimento não chega a ser primoroso, mas suficiente para deixar a gente com muito ‘medinho’ de apagar a luz.

Confira o trailer:

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amenteassombrada Livro: A Mente Assombrada                      Autor: Oliver Sacks

O vulto que você viu, a voz que só você ouviu, o cheiro que só você sentiu…

Já pensou ter visto algo que não estava realmente lá? Já ouviu vozes e ruídos que ninguém ao seu redor ouviu? Quem nunca?! Em “A Mente Assombrada” o neurologista Oliver Sacks explica como as alucinações são parte essencial da consciência humana e não um sintoma de psicose como a maioria das pessoas acredita.

De uma forma extremamente didática, o cientista combina erudição médica com relatos pessoais para explorar os campos mais obscuros e solitários da mente humana.

Impossível não se identificar com alguns dos relatos que vão desde alucinações auditivas às visuais, causadas por enxaquecas, doenças ou drogas.

Esse livro assusta porque nos faz entender o quanto uma alucinação pode ser “real”.

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